.: Salinas da Quinta da Rocha, Portimão :.
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Foi efectuada visita ao local, no decurso da qual se pôde observar a acção antrópica sofrida em toda a área ao longo de mais de 50 anos. Segundo informação oral, a construção da salina é apontada para os anos 50 do século passado e o seu abandono para cerca de 30 anos depois, razão pela qual são necessários trabalhos de manutenção e limpeza de todos os resíduos acumulados ao longo de cerca de 30 anos com vista à reabilitação de todo o espaço. Não obstante, foi possível apurar no local que a natureza desses trabalhos não iria de forma alguma interferir com o leito da própria Ria mas somente com estruturas associadas à construção das salinas (comportas e muros hoje devolutos) e sedimentos acumulados após a sua desactivação. Mais se apurou que: todos os trabalhos a efectuar serão levados a cabo utilizando maquinaria leve e tractores de pás lisas; apenas iriam ser retiradas camadas finas (cerca de 10-20cm) de resíduos acumulados; toda a área que iria ser alvo de manutenção teve acção antrópica desde os anos 50 do século passado, pelo que as terras existentes e que constituem a estrutura da salina foram aí depositadas com o intuito de adaptar a área de sapal, cujo solo original estará a maior profundidade, a esta actividade.
De acordo com os dados apurados, considerou-se não existir nenhum
processo que pudesse vir a interferir com camadas ou vestígios
arqueológicos de qualquer espécie, não havendo por isso a necessidade de
acompanhamento das acções de limpeza ou outros trabalhos arqueológicos
para além daqueles que foram efectuados no sentido de elaborar o
parecer. |
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