| .: Rua do Jardim, nº 21, Lagos :. | |
A devastação ocorrida na cidade de Lagos aquando do terramoto de 1755, a fraca resistência dos materiais construtivos utilizados (taipa) e os resultados das sondagens parietais, levam a crer que as estruturas actualmente existentes tenham sido edificadas no pós-terramoto. A casa senhorial terá, provavelmente, seguido a traça anterior, uma vez que se nota uma planta típica do séc. XVII, com a existência de espaços nobres, zona de serviço, armazéns, cisterna, torre e jardim. A estes espaços foram posteriormente adossadas outras dependências, ultimamente ocupadas por diversas famílias. Todo este conjunto, devido à precariedade do aparelho construtivo, terá sido alvo de constante manutenção e de sucessivas remodelações até às últimas décadas do século XX. No decorrer das doze sondagens arqueológicas no solo, foi possível recolher mais de cinco milhares de fragmentos cerâmicos, atribuindo-se forma a cerca de mil. A diversidade tipológica dos materiais cerâmicos, vítreos e metálicos é grande, destacando-se a cerâmica comum lisa, de vidrado plumbífero e de vidrado estanhífero, bem como faiança, maóólica e cerâmica de tipo “berettino”. Também importante é o interessante conjunto de vestígios osteológicos de aves, mamíferos e peixe, bem como uma colecção alargada de material malacológico, elementos faunísticos que permitem caracterizar os hábitos alimentares da população. A grande maioria do material é cronologicamente enquadrável nos séculos XVI e XVII. |
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